O programa reprodutivo da Nova Piratininga é um exemplo de gestão estratégica, onde cada etapa é meticulosamente planejada. Assista ao vídeo e conheça de perto deste grandioso trabalho da fazenda
Localizada em São Miguel do Araguaia, na divisa entre Goiás e Tocantins, a Fazenda Nova Piratininga é hoje o maior projeto de pecuária bovina de ciclo completo do Brasil.
Com um impressionante volume de quase 90 mil protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) em uma única estação de monta, a propriedade se destaca pela organização e eficiência no manejo reprodutivo de seu rebanho, que conta com aproximadamente 60 mil matrizes.
O programa reprodutivo da Nova Piratininga é um exemplo de gestão estratégica, onde cada etapa é meticulosamente planejada, desde a escolha do material genético até a definição das fêmeas que serão destinadas à reposição ou ao programa de precocinhas.
O objetivo final dessas estratégias é produzir carne de alta qualidade, atendendo a diferentes nichos de mercado.
Estratégias de IATF e manejo reprodutivo na Nova Piratininga
De acordo com Pedro Vinícius Souza Alves, gerente geral de pecuária da Nova Piratininga, a estação de monta tem sido progressivamente encurtada ao longo dos anos para concentrar os nascimentos em um período mais favorável à produção de bezerros de qualidade.
“Hoje, trabalhamos com um período que vai de novembro a junho, mas buscamos reduzir ainda mais para aumentar a eficiência da nossa produção”, destaca.
O trabalho de inseminação segue protocolos específicos para cada categoria do rebanho. As novilhas regulares passam por até quatro serviços de IATF, enquanto as primíparas têm três serviços e as multíparas, dois.
Após a inseminação, as primíparas e multíparas ainda passam pelo repasse com touros, garantindo melhores índices reprodutivos.
Um dos destaques do programa da Nova Piratininga é o investimento na inseminação de fêmeas precoces – as chamadas “precocinhas” –, categoria de novilhas de 14 a 15 meses que já entram na estação de monta. Essa estratégia permite antecipar o início da vida produtiva das matrizes e aumentar a eficiência reprodutiva do rebanho.
Melhoramento genético e cruzamento industrial
A escolha da genética é um dos pilares do projeto. A fazenda trabalha com cinco centrais de sêmen, buscando touros equilibrados que se adaptem bem ao sistema de produção.
“Não necessariamente o touro top 1 do mercado será o melhor para nós. O foco é selecionar reprodutores que tenham sinergia com nossas matrizes e nosso modelo produtivo”, explica Pedro Vinícius.
A fazenda adota três frentes de cruzamento genético:
- Nelore: Base do rebanho, utilizado para fêmeas de reposição e produção de boi gordo.
- Angus: Aplicado na produção de carne premium, com foco na valorização da carcaça e da qualidade da carne.
- Tricross (F1 Angus x Charolês): Projeto que começou na safra 2023/24, onde fêmeas meio-sangue Angus-Nelore são inseminadas com Charolês para ganho de carcaça e conversão alimentar.
A estratégia do tricross visa maximizar a produção de arrobas por animal sem comprometer a qualidade da carne.
“Acreditamos muito nesse cruzamento porque ele entrega um animal com melhor ganho de peso e atende à demanda do mercado por carne premium”, destaca o gerente.
Resultados e planejamento a longo prazo
O planejamento estratégico da Nova Piratininga é revisado safra após safra para garantir ajustes e melhorias contínuas. A meta é otimizar a produção, garantindo maior eficiência no ganho de peso e melhor aproveitamento da genética.
A safra atual já começou a mostrar os primeiros resultados positivos da adoção do tricross, e a fazenda segue investindo nessa estratégia para atender às exigências da indústria frigorífica.
Com foco na eficiência produtiva e no aprimoramento genético, a Nova Piratininga se consolida como referência na pecuária brasileira, demonstrando que tecnologia, gestão estratégica e inovação são os caminhos para o futuro do setor.
