segunda-feira, janeiro 26, 2026

Onda de calor ameaça suinocultura com estresse térmico e doenças

Medidas preventivas e controle de infecções são essenciais para garantir a saúde dos suínos e a produtividade da granja

O aumento das ondas de calor nos últimos anos tem impactado a suinocultura, elevando o risco de estresse térmico e doenças. Suínos são especialmente sensíveis ao calor devido à sua baixa capacidade de dissipar o calor, o que pode reduzir o consumo de ração e afetar o crescimento e a produtividade. O estresse térmico também compromete a imunidade dos animais, facilitando a entrada de patógenos no organismo.

De acordo com Nara Brito, médica-veterinária da Zoetis Brasil, “o estresse térmico extremo, combinado com desidratação e desconforto, pode reduzir a imunidade dos suínos, tornando-os mais vulneráveis a infecções entéricas”. Essas infecções podem causar diarreia e desidratação severa, afetando o desempenho dos animais e, em casos mais graves, resultando em mortes.

As doenças entéricas em suínos são causadas por bactérias como *Escherichia coli*, *Salmonella Typhimurium*, *Pasteurella multocida*, *Streptococcus suis* e *Clostridium perfringens*. Nara alerta que a perda de desempenho devido ao adoecimento dos animais pode comprometer toda a produtividade da granja. Por isso, é essencial manter a higienização das baias e monitorar constantemente o comportamento dos suínos.

Para prevenir essas doenças, é fundamental adotar práticas de biossegurança como garantir água de qualidade, regular a temperatura ambiente para conforto térmico, oferecer alimentação adequada, além de um rigoroso processo de higienização das instalações. A aplicação de antibióticos como o Linco-Spectin® também pode ser uma medida eficaz para controlar as infecções, ajudando a manter a sanidade dos animais e a produtividade da granja.

Fonte: https://www.capitalnews.com.br/economia-e-agronegocio/agronegocio/onda-de-calor-ameaca-suinocultura-com-estresse-termico-e-doencas/418552